quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Um Novo Começo


Já não bastasse a habitual pressão interna quanto ao fim do ano, o mês passado incluiu a pressão de estar beirando um fim maior. Mas não é o final das coisa que eu vou abordar: quero falar de inícios verdadeiros.
Para muitas pessoas, Janeiro é o momento de re-listar, para resolver, aquilo que vem sendo adiado há anos: apareceu tantas vezes, até foram feitas tentativas de resolvê-lo... mas, por que será então que, como um fantasma, ele torna a incomodar?
Contrariando a pretensa autossuficiência, Maya Angelou escreveu: uma pessoa nua não pode lhe oferecer uma camisa. Isso vale para ambos os lados, certas mudanças requerem a ajuda de outros e é preciso aceitarmos esse fato.
Em algum momento da vida, sentimos que a chama interna se apagou. Mas ela é reacesa no encontro com outro humano. Sair da ilusão de suficiência e aceitar auxilio, já é um novo começo: é um reposicionamento esperançoso de alguém que não precisa tentar fazer a jornada solitário e pode caminhar junto, com a ajuda de outro.
A ajuda psicanalítica, contrário de conter uma relação negativamente dependente, é um processo que enseja sinceridade e reunião de força de vontade, suficientes para tornar alguém verdadeiramente independente. E isto acontece baseado em uma confiança que se desenvolve ao tempo certo.
Nesse sentido, contabilizar os fracassos, buscar ajuda psicanalítica e experimentar como é bom poder confiar em alguém, representa começar um processo de amadurecimento pessoal maior que nunca terá fim.

Miguel A. de Mello Silva CRP 06/37737-2 psicmello@gmail.com

Fim e Começo


21 de Dezembro de 2012: Fim e Começo
A data de 21 de Dezembro está perto e junto a expectativa de grande mudança. Como transcender sem olhar para si, para os sentimentos, sem ser capaz de interagir com o mundo externo sem perder o sentido do que é  pessoal? A pessoal verdadeiramente iluminada transformou a si própria antes de partir para entregar mensagens aos outros. É preciso coerência entre o que pensa, o que se diz e o que se é. Isto é o interesse de uma psicanálise integral.
Bom seria se 21 de Dezembro deveria fosse o fim, o fim das imitações, do escapismo místico e do discurso externo ao sujeito que espera um grande avanço vindo de fora, vindo do Universo. Seria melhor se fossem atrás de um novo começo: o de se integrar, se pessoalizar, ser capaz de contatar o céu sem perder a conexão com a terra e consigo próprio. A psiquê é a instância humana que conecta tudo o que é preciso para isso e não há verdadeira espiritualidade sem que ela esteja envolvida e impulsionada no sentido de evoluir.
Portanto, não existe avanço humanitário real sem avanço psíquico, relacional e ético. Como pode um iluminado ser um assassino no volante, um tirano com o garçom e alguém que faz outros infelizes? A verdadeira espiritualidade é silenciosa e sem salamaleques porque o salto da consciência coletiva só se concretiza na consciência individual; e, na individualidade psíquica não existem saltos, mas a busca sincera de um encontro consigo próprio. Esta é a contribuição da psicanálise para uma nova era.
Miguel A. de Mello Silva CRP 06/37737-2 psicmello@gmail.com

Coaching


A maior parte das dispensas e insucessos no trabalho são por motivo de comportamental. As pessoas possuem traços de personalidade que elas mesmas e as pessoas próximas já conhecem. Elas também podem ter certos traços que são um segredo pessoal. Até aqui tudo bem.
O problema surge quando os outros veem nela algo que ela mesma não enxerga ou quando certas motivações existem sem o conhecimento dos outros e nem da própria pessoa. Nesses casos, a pessoa pode procurar ajuda psicológica porque 1) se sente estranha b) porque adoeceu fisicamente c) porque suas relações de trabalho se ficaram tensas ao ponto de terem se tornado improdutivas e estarem a ponto de perder o emprego.
Como psicólogo, já me deparei com todas essas situações e é gratificante perceber como o coaching pessoal serviu de janela para acessar a alma e ajudar a pessoa a explorar novas possibilidades indo do aconselhamento sobre caracteristicas pessoais e se desdobrando para aspectos mais pessoais, abrindo a janela para novos vislumbres da alma.
No coaching pessoal, o que inicialmente parecia ser uma questão circunscrita ao trabalho, pode se mostrar como algo que pertence a outros sistemas: da relação consigo própria, familiar, social e até mesmo espiritual. Nesses casos o que, a princípio, parecia ser um problema de maior monta, com o coaching, se converte em uma oportunidade de mudança ampla para alguém que, agora, abriu uma janela voltada para a sua alma e pode ser e fazer diferente.
Miguel A. de Mello Silva CRP 06/37737-2 psicmello@gmail.com